sábado, 25 de abril de 2009

Era uma sexta a noite...

...fria e garoava, naquela noite de fato eu me senti em São Paulo, e meu coração respirava aquele ar com gosto e eu, mesmo não sendo, dentro daquele ônibus e andando por aquele asfalto, me sentia uma paulistana da nata. Trilhava meu caminho em busca de um refúgio ou quem sabe qualquer diversão ou sorrisos, mas depois de um tempo percebi que o dia estava frio demais para encontrar o que eu precisava. Depois de um tempo, talvez uma hora ou duas a noite começou a esquentar, mas não era calor humano nem qualquer coisa relacionada a carinho, amor ou compaixão, aquele apartamento começou a ferver de ódio, e nem tinha chego a 10o graus ainda e já borbulhava como se já existisse ebulição, mesmo em silêncio. A campainha tocou e o clima só piorou, eu ainda tomei a atitude de tentar acalmar os ânimos, não por mim, mas por toda a situação que já existia, e existe ainda em volta, mas não foi muito efetivo, poucos minutos depois tudo estourou. Egoísmo, egocentrismo...não é possível que seja tão difícil assim se conter. Certas pessoas quando tem um problema pensam que elas são as únicas no mundo inteiro, quando na verdade se elas apenas olharem um pouco adiante do umbigo delas verão que ao redor existem mais pessoas com problemas e porque não que o mundo todo esta com problemas, assim sendo quando ao redor dela existe um problema milhões de vezes deveria-se saber que existe hora pra tudo, tanto pra abrir a boca quanto para se calar. Assistindo a isso tudo eu não me tornei mais fraca nem por um instante, mas sim eu desabei por um instante, me tornei nostálgica por um instante...foi só por um instante, mas foi o suficiente.

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