domingo, 21 de fevereiro de 2010

A longo prazo...

...fica tudo assim, no rascunho.

Feito tatuagem.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

No caminho...

...da diversão, me sentei sozinha a janela de um ônibus, sem sequer minha música. Apenas pensava, e por algum motivo naquela noite meus pensamentos estavam pesados, e era um peso que me incomodava, que me deixava desconfortável. Não sei se foi o ônibus atrasado que me deixou irritada, ou a goteira que molhou minha roupa, ou se foi algo com meus pais, ou se o próprio fato de pegar ônibus nove e meia da noite me irritou...enfim, não sei, só sei que estava irritada, por isso resolvi meditar. Meditei dentro do ônibus mesmo, sempre me ajuda muito, acalma meu espírito, meu corpo, minha mente...me faz muito bem. Depois disso me acalmei, e comecei a observar as pessoas que estavam dentro daquele transporte coletivo, vi rostos cansados, rostos felizes, bem humorados, chateados, irritados, mas teve uma expressão em especial que me chamou a atenção, era do cobrador, era um homem com mais ou menos 35 anos, negro, parrudo, mas com um rosto dócil, quando passei pela catraca no alto do meu mau humor sem sentido, ele me quebrou com um doce e simpático boa noite, por um tempo até me surpreendi e fiquei sem o que falar, estava com uma cara tão mau encarada que me surpreendi com um ato de simpatia, e até por isso que decidi meditar. Enfim, a feição dele me chamou a atenção, era um rosto dócil, rosto de um homem trabalhador, que deixa seus filhos em casa a noite com um peso enorme no coração, e que passa o itinerário inteiro pensando neles...os olhos daquele homem tinham o peso da saudade de um pai. E ele não fazia questão nenhuma de esconder isso. Os olhos dele também transmitiam o orgulho paterno...que acho que depois do apaixonado é um dos olhares mais bonitos que existem. E como dizia Mario Quintana "Um olhar: E ainda há quem diga que o olhar não é uma forma de comunicação direta".
Cheguei ao meu destino e logo cruzei com minha tia, que se dirigia ao mesmo lugar que eu, o flat da minha outra tia (irmã dela), subimos, colocamos as conversas em dia e não demorou muito já rolavam cervejas, risadas e uma conversa muito boa. Na volta já um pouco mais alegres, nos divertiamos com tudo quanto é besteira e isso só torna tudo mais gostoso. Não me canso da companhia delas, e não sei ficar muito tempo sem. Dá uma saudade de um tamanho que não cabe dentro desse post. Depois de tudo isso, capotei.
Já era sábado, a sexta passou voando, mas cansou. Acordei, tomei um café caprichado, conversei muito com a minha tia que arrumava suas malas pra viajar, (viagem da qual eu ia, mas por motivos maiores tive de ficar por SP mesmo) e depois que ela saiu, me arrumei pra me dirigir a minha casa e quando já estava quase saindo meu telefone tocou com uma proposta muito boa e resolvi ficar. Subi a Pamplona e peguei o metro. Dessa vez os rostos me passaram batido, minha cabeça estava a milhão e eu pensava em tantas coisas que meus olhos só olhavam pra dentro de mim. O mundo que vivia e passava ao meu lado era um mero detalhe. Meu mundo era eu. Cheguei na Sumaré, meus olhos voltaram a ocupar real papel deles, observei algumas pessoas que assim como eu esperavam por outras, observei novamente rostos cansados, sofridos, cada um desempenhando seu papel naquele lugar, cada um representando uma figura. Aproveitei que estava num lugar que a muito esperava uma oportunidade de tirar fotos e tirei algumas, nada muito profissional, mas é que tem certos lugares de São Paulo que são tão bonitos, de uma maneira concreta, no sentido mais literal, mas bonitos. Enfim, minha companhia chegou, sempre muito agradável, fomos assistir um ensaio de maracatu, som muito bom, clima muito bom (apesar do calor), energia muito boa, gostei de tudo! Ainda vou aprender a dança que as mulheres fazem no maracatu! Hahaha. Antes e depois passamos numa praça, muito gostosa. Um cantinho de paz no meio da loucura de São Paulo. Gostei muito! Fomos pra Paulista depois, comemos, conversamos e outras coisas mais. Foi tudo muito bom, boa companhia, boas lembranças, bons lugares, boas energias...um final de semana cheio de coisas boas.
Alegria também cansa. Cheguei em casa exausta, nem deu tempo de muita coisa, mau conversei com meus pais quando abri a porta de casa, entrei, subi, deitei na cama e dormi, e em menos de 2 segundos já estava dormindo como um anjo, sonhando e tudo mais que faz de uma noite de sono confortável e completa. Dormi bem, acordei feliz e passei meu domingo relaxando em casa, na companhia da minha família que é meu bem mais precioso. Foi um bom começo de carnaval, traquilo, mas muito bom.
Ainda tenho mais uma semana pra aproveitar, o que esse carnaval ainda me reserva?

Post de número 100.
Já escrevi muita coisa, tenho um ano completo de minha vida gravado aqui, tantas coisas que passei, alegrias, angustias, tristezas, paixões. Algumas vezes escritas nas entrelinhas, outras escancaradas, mas sempre quando importantes são citadas aqui, e gravadas pra que quando eu estiver lá na frente e resolver olhar pra trás eu entenda o porque uma das minhas filosofias de vida é jamais se arrepender e a outra é arrisque.

Obrigada a quem depois de tudo isso ainda tem paciência de me ler. Sei que são poucos, sei quem são e vocês também. Obrigada.
Beijos,
Malu.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Desintoxicação...

...total.

De espírito, da mente e do coração!
Esses dias que tenho passado aqui em São José dos Campos tem sido maravilhosos, esse lugar tem uma energia...e não sei se é só o lugar, acredito que as pessoas também possuem uma energia incrível. Tudo por aqui me renova. Saio na rua e o ar que respiro renova meus pulmões. Saio na rua e as pessoas com quem ando renovam minha mente. Saio na rua e as praças onde paro renovam meu espírito. E no meio de tanta renovação assim é impossível o coração continuar parado no mesmo lugar.
Que vontade de ser feliz, de experimentar coisas novas, viver coisas novas, conhecer gente nova, melhorar, crescer, aprender...
Nunca respirei tão fundo todas essas vontades.

É como se eu durante esses dias tivesse me enxergado completamente por dentro, e compreendido enfim as principais mudanças que devem ser feitas no meu interior.
Ser feliz para sempre não depende do príncipe encantado. Felicidade vem de você, do seu sossego interior e isso não é tão complicado assim. Demorou mas eu descobri. E decidi: agora eu vou ser feliz para sempre!